Mitos Amianto Crisotila: Mitos ou Verdades – Parte 13
Se for banido, poderá ser substituído por qual material? Este será tão eficiente quanto?
Eternit: A Eternit não acredita que haja o banimento, visto que a indústria tem se empenhado em mostrar as boas práticas e a qualidade de seus produtos, estando sempre aberta ao debate público.
Mas respondendo a questão: existem hoje fibras sintéticas alternativas ao amianto: PVA e Polipropileno. Infelizmente, as telhas de fibrocimento que utilizam essas fibras não têm a mesma durabilidade. Além disso, a fibra de PVA tem de ser importada da China e Japão e não é fabricada em quantidade suficiente para atender a demanda do mercado nacional. Já a fibra de propileno tem como única fabricante mundial a Brasilit, que a produz para consumo próprio, e que justamente faz campanha pelo banimento por interesse comercial, já que produz a telha de fibrocimento sem amianto, menos procurada pelo consumidor na hora da compra.
O Centro de Estudos Econômicos da Faculdade Getúlio Vargas produziu uma pesquisa mostrando o impacto econômico na substituição do crisotila. O estudo aponta que haveria um aumento no custo para fabricação de telhas sem amianto e, consequentemente, o preço a ser praticado nas lojas seria 40% mais alto. Ou seja, a população pagará mais por um produto de qualidade inferior ao atual. Esse debate tem de sair das esferas públicas e chegar à população que será a mais prejudicada com o banimento.
Os trabalhadores das minas ficarão desempregados caso haja o banimento?
Eternit: Com certeza haverá impactos para todos, inclusive, funcionários, fornecedores e clientes. A empresa não tem como manter a atividade se for impedida por decisão do Governo. Esta é uma cadeia que emprega x mil trabalhadores. Para justamente evitar chegar a esse ponto é que temos alertado a sociedade de que é preciso conhecer a tecnologia atual na produção com amianto para entender todas as conquistas obtidas ao longo dos últimos 30 anos. Só assim, o assunto poderá ser tratado sem preconceitos e com uma visão contemporânea. A prova é que não há novos casos de doenças entre os colaboradores que trabalham com o mineral desde o início dos anos 1980. Isso é uma verdadeira conquista e a prova de que a indústria se movimentou e alcançou um novo patamar.
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