
Os resíduos decorrentes do processo produtivo da Eternit recebem as corretas destinações por meio da contratação de empresas especializadas. As empresas do Grupo Eternit não efetuam a importação e exportação de resíduos, apenas destinam seus resíduos perigosos para os devidos tratamentos, não tendo derramamentos significativos.
Para manter a melhoria contínua, a Eternit estabelece constantemente metas e programas para diminuir o impacto ao meio ambiente. Além disso, a mineradora deposita os rejeitos e o estéril decorrentes do processo de extração em bancas – áreas que, quando em situação final de deposição, são recuperadas com o plantio das mais diversas espécies do cerrado. Em 44 anos de atividade, foram reflorestados mais de 1.037 mil m².
Embalagens
A Eternit e a Precon Goiás reaproveitam 100% das embalagens do mineral crisotila no processo fabril do fibrocimento. Adicionalmente, todos os produtos acabados expedidos por essas unidades fabris utilizam calços e sarrafos de madeira em suas embalagens, que, ainda, são passíveis de recuperação. Em 2010, o reaproveitamento desses materiais gerou uma economia de, aproximadamente, R$ 331 mil. Para as matérias-primas – cimento e calcário – as embalagens são dispensadas com a armazenagem em silos.
Energia
A Eternit adquire energia elétrica de distribuidoras sediadas nos estados em que possui unidades produtivas. A meta da Companhia é reduzir o consumo e, para isso, foi implantado um sistema controlador de demanda, cuja função principal é liberar energia nos horários de ponta, ou seja, de consumo máximo. O consumo total de energia elétrica indireta, comprada das distribuidoras em 2010, foi de 126,4 milhões KWh (em 2009 foi de 114,0 milhões KWh), sendo 56% desse consumo correspondente a mineradora, 2% à Tégula e o restante a Eternit.
Para economizar energia elétrica, a SAMA utiliza um SGE (Sistema Gerenciador de Energia) similar ao da Eternit, além de ações do programa 6 Sigma, que resultaram em uma redução de 0,8% no consumo em 2010 frente a 2009 (respectivamente 236 Kwh/ tonelada de fibra produzida e 238 Kwh/tonelada de fibra). As fábricas do Grupo também vêm adotando soluções nesse sentido. A fábrica de Colombo, por exemplo, possui uma caldeira a lenha para gerar energia a partir de resíduos de madeira, como embalagens e sobras da produção do Painel Wall. Essa mesma fábrica instalou, em 2010, um sistema de geração própria, utilizado em horário de ponta. O sistema gerou uma economia de R$ 631 mil. Na fábrica de Simões Filho (BA), onde a geração própria foi implantada em junho de 2010, a economia foi de R$ 195 mil até dezembro.
Outra medida de economia, que envolveu todas as fábricas, foi o controle de excedentes reativos, resultando na contenção de R$ 33 mil. A Tégula também adota medidas para minimizar o consumo. Na filial de Frederico Westphalen (RS), foi feita uma reforma no isolamento térmico dos dutos de água quente e todo o sistema de fluxo de água quente foi isolado com lã de vidro desde a geração até os pontos de consumo (câmaras de cura). As válvulas das bombas, os trocadores de calor e os ventiladores de ar também ganharam novo revestimento. Já na fábrica de Içara (SC), foram instalados sensores de presença para acendimento das luzes do vestiário, do almoxarifado de acessórios e da sala do boiler (equipamento para geração de água quente).
Água
Nas fábricas da Eternit e Precon Goiás, toda a água proveniente do processo produtivo é armazenada em tanques de decantação para posterior reutilização no processo produtivo, sendo que o único meio de ocorrerem perdas é por evaporação. Todas essas unidades possuem um circuito fechado onde a água do processo produtivo é 100% reaproveitada na produção, fazendo com que não haja descarte dessa água. As unidades ainda contam com a ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) responsável por captar, tratar e destinar os efluentes do esgoto gerado pelo uso de água oriundo do consumo humano na Companhia. Após o tratamento, a água é reutilizada na irrigação das áreas verdes.
Por fim, em 2010, nenhuma fonte hídrica foi afetada significativamente pela retirada de água para a realização das atividades do Grupo Eternit, ao considerar os critérios de volume retirado, sensibilidade do ecossistema e proteção da área estabelecida. Além disso, não houve necessidade de realização de drenagem para a realização de qualquer atividade do Grupo.
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