Pesquisa sobre a avaliação de risco e efeitos na saúde – Amianto Crisotila
Em novembro de 2010, professores da Unicamp, USP, FMUSP, Unifesp, UFG e ITP, apresentaram os resultados do Projeto Asbestos Ambiental, uma pesquisa sobre a “Exposição ambiental ao asbesto: Avaliação do risco e efeitos na saúde”.
Em resumo, sobre a avaliação ambiental, a pesquisa descreveu qual a exposição ambiental domiciliar ao asbesto, sendo estudados grandes centros urbanos em casas cobertas com telhas de cimento amianto, quantificando possível exposição intradomiciliar em cinco capitais brasileiras e seus possíveis efeitos no sistema respiratório.
Como resultado, notou-se que as concentrações observadas no estudo estão dentro dos intervalos encontrados nos grandes centros urbanos ocidentais e dentro dos limites aceitáveis de acordo com a Organização Mundial de Saúde e as agências internacionais de controle da exposição. Em relação às avaliações de amostra dos moradores estudados, não foram encontradas alterações clinicas, funcionais respiratórias e tomográficas de alta resolução, passíveis de atribuição à inalação ambiental à fibra de asbesto.
Sobre a avaliação ocupacional, foram avaliados 2075 trabalhadores e ex trabalhadores da atividade de mineração de asbesto, dos quais foi possível o acompanhamento longitudinal, por tomografia computadorizada de alta resolução (TCAR) em 405 indivíduos. Foram apresentados como principais resultados: Nenhum caso de alteração interação intersticial compatível com asbestose foi identificado evolutivamente neste mesmo grupo. Não se identificou novas alterações nem progressão do comprometimento pleural ou intersticial nos indivíduos do Grupo exposto após 1980, que fizeram TCAR nos dois estudos. Assumindo-se a TCAR como método de referência, o RXT apresentou elevada taxa de falso-positivo para asbestose e falso-negativo para placas pleurais, tanto na avaliação transversal como na evolutiva dos casos.
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