17/05/2013

Fabricante de telhas não pensa em abandonar a polêmica fibra mineral, mas reforça investimentos em outros produtos

Essa semana, a Gazeta do Povo, publicou uma reportagem realizada pelo jornalista Fernando Jasper, sobre a Eternit. Confira na integra:

Enquanto a Justiça não define o futuro do amianto no Brasil, a fabricante de telhas de fibrocimento Eternit trabalha para reduzir a dependência de sua principal matéria-prima.

Dez anos atrás, a polêmica fibra mineral – que, se inalada, pode provocar graves doenças pulmonares – estava presente em tudo o que a empresa produzia. Hoje, quase 20% das receitas vêm de outros produtos, como telhas metálicas, sistemas construtivos e louças sanitárias. A meta é elevar a fatia “livre de amianto” a 50% em um prazo de cinco a dez anos. 

“Isso não significa diminuir a atividade com o amianto, mas aumentar a participação e a entrada em outros negócios”, explica o presidente da Eternit, Élio Martins. Segundo ele, a companhia – que tem uma de suas principais fábricas em Colombo, na Grande Curitiba – quer se tornar uma grande fornecedora de materiais de construção, algo raro no setor, dominado por empresas “monoproduto”. “Queremos atender a todas as fases de uma construção, do piso ao teto”, diz.

Dentro dessa estratégia, a Eternit está construindo uma fábrica de louças sanitárias no distrito industrial do Pecém, no Ceará, e vai instalar uma unidade de pesquisa, desenvolvimento e produção de insumos em Manaus. “Também vamos avaliar aquisições, com cautela”, conta o executivo.

Martins garante que o plano de diversificação, em curso desde 2008, não nasceu com o objetivo de suavizar o impacto de uma eventual proibição do amianto. Mas admite que o projeto contribui para reduzir os riscos do negócio e tranquilizar acionistas e funcionários.

Julgamento

Embora uma lei federal de 1995 regule o uso, a produção e a venda da fibra, quatro estados (RS, SP, RJ e PE) baixaram normas em sentido contrário. A constitucionalidade dessas leis está em discussão no Supremo Tribunal Federal (STF). O julgamento começou em outubro de 2012, mas foi interrompido após dois votos, e não tem previsão de retomada. O ministro Marco Aurélio Mello votou contra as leis estaduais e Carlos Ayres Britto, a favor.

“Não posso dizer que essa questão não nos preocupa. Mas toda empresa tem seu amianto, sua vulnerabilidade”, diz Martins. “A Xerox, por exemplo, viu seu principal negócio acabar, a Kodak também. Isso é inerente ao desenvolvimento, ao progresso da ciência, e as empresas têm de aprender a lidar com essas dificuldades.”

O que ocorre se a fibra for banida?

Não há consenso sobre a viabilidade econômica de proibir imediatamente o uso de amianto no país.

Um estudo da Fiesp e da FGV publicado em 2009 concluiu que a proibição repentina “irá cortar 69% da oferta das telhas utilizadas pela população de baixa renda”, encarecendo em até 9% o custo de uma casa popular e provocando desabastecimento, pois as indústrias teriam dificuldade em adaptar as linhas de produção. Um trabalho divulgado em 2011 pelo Núcleo de Economia Industrial e da Tecnologia (Neit) da Unicamp diz o oposto: que as fábricas já têm a tecnologia necessária, e a custos competitivos.

Para a Eternit, o banimento vai provocar um sobrepreço de 30% a 50%. A empresa argumenta que a concorrente Brasilit só não cobra mais caro (hoje o preço seria de 10% a 12% maior) porque produz sua matéria-prima, o polipropileno. A oferta mundial dessa fibra sintética, de 20 mil toneladas por ano, também seria insuficiente – apenas o Brasil precisaria do dobro disso para substituir o amianto, estima a Eternit.


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29/06/2012

Motivos pelos os quais o Brasil deve manter o uso do Amianto Crisotila

01 – O Brasil utiliza o amianto crisotila, ele é 500 vezes menos tóxico que o amianto anfibólio. Lembrando que todos os minerais apresentam níveis de toxidade, respirar poeiras/particulados minerais pode-se contrair de uma alergia a um câncer. Com o amianto crisotila não é diferente.

02 – Ao eliminar as altas concentrações de poeira no ambiente de trabalho, o Brasil se tornou referência para o mundo em uso seguro do amianto crisotila. O Brasil conta com legislação federal que regulamenta a atividade e um acordo tripartite assinado pelas empresas do setor, entidades de representação de classe, trabalhadores organizados em sindicatos e órgãos de governo que está depositado no Ministério de Trabalho e Emprego – MTE. As principais empresas do setor foram pioneiras nesta atividade, na obtenção de ISO –14001 de gestão ambiental e OSHAS- 18001 de gestão em saúde e segurança.

03 – A maioria dos Países que baniu o amianto operava com mais de 1.500 fibras por cm³ de ar, principalmente no jateamento/spray visando principalmente conforto térmico, lembrando que a Europa foi reconstruída no pós-guerra utilizando largamente o amianto, principalmente o anfibólio. A decisão da UNIÃO EUROPÉIA de banimento do amianto somente ocorreu após a exaustão da demanda e de suas reservas minerais, além de pressões da indústria química. A regulamentação brasileira permite o uso do crisotila com no máximo de 2 (duas) fibras em suspensão por cm³ de ar, sendo que a cadeia produtiva opera com limite de 0.10 fibras por cm³ de ar, o que torna o ambiente seguro para os trabalhadores.

04 – Recente pesquisa realizada por renomados médicos ligados a importantes UNIVERSIDADES BRASILEIRAS, com consultoria internacional e participação do CNPQ – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, confirmou a inexistência de risco e concluiu:
- Não foram encontradas doenças relacionadas ao amianto entre pessoas da população brasileira que utilizam telhas de fibrocimento contendo amianto em suas residências. São mais de 25 milhões de habitações com um histórico de mais de 70 anos de utilização.
- Não foram encontrados casos de doenças com disfunção respiratória, relacionadas ao amianto, entre os trabalhadores que iniciaram na mineração do crisotila nos últimos 30 anos. Creditamos esta conquista aos conhecimentos adquiridos sobre os riscos, avanços da legislação, disponibilidade de equipamentos de proteção, forte compromisso do empresariado e trabalhadores com a segurança nos ambientes de trabalho.

05 – Não existem processos contra as empresas em função de doenças relacionadas ao amianto por parte da população, não há registro pela imprensa ou mesmo por órgãos de governo. O mesmo se pode dizer em relação às comunidades do entorno das unidades de produção de fibrocimento e da mineração do crisotila no BRASIL. Muitos daqueles que são contra o amianto reconhecem a realidade de que “os produtos de fibrocimento são seguros”.

06 – No Brasil 99,9% do amianto destina-se à produção de fibrocimento (telhas). Neste tipo de produto as fibras estão amalgamadas a uma matriz de cimento que também é um silicato, mesmo quando o produto é quebrado, cortado ou furado e eventualmente venha a liberar fibras, elas estarão impregnadas por partículas de cimento que dificultarão a sua flutuação/suspensão e inalação, podendo ainda ficar presas nos pelos e na mucosa nasal, dificultando seu acúmulo nos alvéolos pulmonares o que poderia provocar disfunção respiratória/doenças..[1][2]

07 – Pesquisa utilizando tecnologia de última geração, realizada pela empresa, entre MONTADORES DE TELHADOS EM AMBIENTES ABERTOS, mostrou que não existem doenças relacionadas ao amianto entre aqueles profissionais. Neste caso, também não há registro de doenças por parte das empresas, imprensa e órgãos de Governo.

08 – Mais de 25 milhões de residências no Brasil estão cobertas com telhas de fibrocimento contendo em média 8% de amianto em sua composição.

09 – Pelo seu custo benefício este tipo de cobertura tem função social no País. É a primeira opção da população de baixa renda depois da lona preta.

10 – Aproximadamente 50% das novas construções no País são cobertas com telhas de fibrocimento – Algo em torno 250 milhões de m²/ano, incluindo reposição.

11 – O Brasil tem a terceira maior mina de amianto crisotila do mundo, com capacidade de 300 mil toneladas de fibras de amianto crisotila ano, com reserva mineral para mais de 25 anos.

12 – A durabilidade das telhas de fibrocimento com amianto crisotila supera as expectativas dos usuários – As telhas do hangar, em operação, da base aérea de Santa Cruz no Rio de Janeiro, fabricadas no final da década de 30 estão em perfeito estado de conservação, segundo laudo do IPT. Vale lembrar que a indústria do fibrocimento trabalha com rejeito zero, onde até a embalagem do amianto e incorporada ao produto, não tem combustão/emissão de gás carbônico no processo produtivo o que contribui para reduzir o efeito estufa.

13 – A durabilidade das telhas de fibrocimento com fios sintéticos (derivados do petróleo) está estimada em 20 anos no máximo, seu descarte provocará forte impacto ambiental pelo volume. Seu custo de produção poderá elevar os preços aos consumidores na ordem de 30%. Levando em conta o seu descarte a cada 20 anos ou menos, a substituição do crisotila por fios sintéticos provocará uma elevação substancial no custo das construções, principalmente, para as populações de baixa renda.

14 – Empresas do setor de fibrocimento terão dificuldades para realizar os investimentos e dominar tecnologias de produção para a migração. A empresa estrangeira que atua no Brasil e que foi pioneira no processo de substituição, apesar de sua capacidade técnica e de investimento não conseguiu, ainda, um produto e técnica economicamente viáveis, decorridos mais de dez anos. O portfólio de produtos (telhas) utilizadas no Brasil dificulta a substituição do crisotila por fios sintéticos em função de suas características técnicas, inexistindo ainda fibras sintéticas disponíveis no mercado mundial para atender a demanda do mercado brasileiro.

15 – Eventual substituição abrupta do amianto crisotila no Brasil, DESNECESSÁRIA, poderá provocar o fechamento de algumas empresas/desemprego e o desabastecimento do mercado, prejudicando a construção civil e a população de baixa renda, principais usuários do produto.

[1]Não satisfaz a definição de fibra respirável da OMS
[2]Environmental Health Criteria 203, IPCS, OMS, 1.4 uptake, clearance, retention and translocation, pg 4

Elio A. Martins
Presidente Eternit S/A


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05/06/2012

G1: Eternit cresce com foco no mercado interno e diversificação

O site da Globo, G1, entrevistou o Presidente do Grupo Eternit, Élio A. Martins, e aponta a Eternit como fabricante de telhas que cresce com foco no mercado interno e diversificação. Segue matéria na integra:

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Com alta de 8% no faturamento em 2011 e crescimento acima do PIB (Produto Interno Bruto) do país e da construção civil nos últimos 10 anos, a Eternit tem apostado na expansão do mercado interno e na diversificação do portifólio para driblar a crise de competitividade que atinge a indústria brasileira e para crescer sem depender de exportações.

As fábricas da empresa iniciaram o segundo trimestre operando no mesmo nível do ano passado, acima de 85% da capacidade, e segundo o presidente da companhia, Élio Martins, está mantida a previsão de investimentos da ordem de R$ 45 milhões para 2012, entre manutenção e modernização das instalações do grupo, que atua nos mercados de telhas, sistemas construtivos, louças. A empresa também acaba de ingressar no segmento de metais sanitários.

“O setor de materiais de construção é o que menos sofre com as crises porque as pessoas vão estar sempre construindo, reformando, ampliando”, diz o presidente da Eternit. “Temos o privilégio de estar num segmento onde o que não é consumido hoje, é consumido amanhã. Diferente, por exemplo, do que ocorre no ramo de alimentação. Mesmo com todas as dúvidas por conta da crise internacional, ainda estamos num ritmo de demanda muito bom. E ainda que este nível venha sofrer alguma variação, temos a certeza de que o que estará havendo será um represamento de demanda”, acrescenta.

Em 5 anos, a participação dos novos negócios no faturamento da companhia saltou de 5% para quase 20%. No mesmo período, a receita líquida da companhia praticamente dobrou, chegando a R$ 820,2 milhões em 2011.

As telhas de cimento com amianto ainda respondem por 55% do negócio da Eternit, que está no mercado brasileiro há 72 anos. Os outros 25% do faturamento do grupo vem das operações da Sama, mineradora de amianto crisotila situada em Minaçu (GO). A meta de longo prazo é que os novos negócios representem até 50% da receita do grupo.

“Diversificação para nós é tudo que não contém amianto, porque o DNA da empresa é amianto. Tudo que fizemos até 2007 estava calcado em fibra de amianto e fibrocimento”, explica Martins. “Partimos agora para um segundo ciclo, que é transformar a Eternit em uma empresa diversificada com atuação do piso ao teto”.

Exportações do setor recuam
Enfrentando uma menor concorrência de importados, e favorecido pelo crescimento da demanda no mercado interno, o setor de materiais de construção têm conseguido manter um desempenho superior ao da média da indústria nacional. O faturamento das indústrias do setor cresceu 2,9% no ano passado, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). Em 2011, o crescimento do PIB da construção civil foi de 3,6% e da indústria foi de 1,6%, de acordo com o IBGE. Já a indústria da transformação cresceu apenas 0,1%.

Para 2012, a Abramat prevê um crescimento de 5% para a indústria de materiais de construção. Mas, segundo o presidente da Abramat, Walter Cover, os importados já respondem por 10% das vendas, e esse avanço começa a preocupar, uma vez que o Brasil passou a ter déficit na balança comercial.

“No período de 2002 a 2006, tivemos um crescimento vigoroso nas exportações. Depois estacionou, e agora voltamos aos níveis de 2004. Temos um setor pujante, com condições de competir internacionalmente em termos de qualidade, que estava começando a ganhar mercado na América Latina, Ásia e Oriente Médio, que passou a sofrer por questões macroeconômicas”, diz Cover.

Em 2010, o setor registrou déficit na balança comercial de US$ 1,6 bilhão, após 10 anos seguidos no positivo. As exportações, que chegaram a somar US$ 5,3 bilhões em 2008, caíram para o patamar de US$ 4,3 milhões em 2010. Já as importações saltaram de US$ 4,8 bilhões para US$ 6 bilhões no período. A Abramat estima que, em 2011, o défit tenha ultrapassado os US$ 2 bilhões.

Empresa exporta só o excedente
A Eternit está entre as empresas que ainda não conquistaram mercados no exterior. A companhia chegou a exportar telhas para Angola no passado, mas as encomendas deixaram de ser feitas após a instalação de fábricas chinesas no continente africano.

Atualmente, a empresa exporta apenas o mineral crisolita. Em 2011, as exportações da companhia somaram R$ 100 milhões, um recuo de 10% em relação ao ano anterior. A Eternit atribui a queda ao efeitos de câmbio, uma vez que os volumes vendidos foram praticamente os mesmos. Mas, segundo o presidente do grupo, o impacto foi pequeno, uma vez que a empresa não vende para o exterior produtos acabados. “Exportamos apenas o excedente, o nosso foco, mesmo para a Sama, é o mercado interno”, explica Martins.

Para a Eternit, investir no Brasil com foco na exportação continua sendo um negócio de risco. “A exportação não é um negócio confiável para o nosso setor. É diferente de exportar soja e minério de ferro, onde não tem erro porque nem todo mundo produz. É um mercado cujas variáveis você não controla. Pode haver uma virada no câmbio, barreiras alfandegárias, e de um dia para o outro você não ter mais o negócio na mão”, diz o executivo.

Estratégias de expansão
Todo o foco da Eternit está nas oportunidades do mercado interno. Para acelerar o processo de diversificação dos negócios, a companhia adotou a estratégia de entrada em novos segmentos via aquisições, terceirização e parcerias com fabricantes estrangeiros. “Quando se fala de expansão e diversificação, o mercado sempre reage com alguma preocupação. Para ficar com os pés no chão, decidimos não sair do setor de materiais, e optamos por começar utilizando capacidade de terceiros para poder entender o mercado, a necessidade do cliente, o que ele compra, em quem que região, o design que ele busca. Com isso, quando se vai para uma industrialização, o risco de erro é quase zero”, explica.

Os principais movimentos da Eternit nos últimos anos incluem a compra da Tégula, marca líder no segmento de telhas de concreto, a entrada no mercado de louças, assentos sanitários e caixas d’água de polietileno, e o anúncio de uma parceria com a colombiana Corona para a construção de uma nova fábrica em Caucaia (CE), com investimento total de R$ 97 milhões.

Com a nova unidade, a companhia prevê reduzir para 10% o volume de louças importadas. “Essa fábrica, na sua fase inicial, vai representar 90% do negócio da Eternit em louças. Essa fábrica terá capacidade de 1,5 milhão de peças ano e imaginamos que iremos inaugurar essa planta já iniciando um processo de duplicação, porque pelas nossas projeções vamos chegar na inauguração já vendendo o equivalente à capacidade instalada”, diz o executivo.

A entrada no mercado de metais, anunciada em abril, acabou sendo um desdobramento natural, já que esse tipo de produto costuma ser vendido junto com as louças. O modelo de negócio também é praticamente o mesmo: produtos com a marca Eternit, mas fabricados por terceiros no Brasil e também no exterior, em países vizinhos, na China e até na Europa. “Os resultados dos próximos meses irão apontar as parcerias mais vantajosas e estão abertos a construir joint ventures de produção no Brasil com grandes players internacionais”, afirma o presidente do grupo.

Embora não divulgue o percentual de produtos importados, a Eternit garante que a produção própria em território nacional continua sendo estratégica para o grupo. “Não somos uma indústria com perfil de importação, estamos começando o negócio e para isso optamos por utilizar a capacidade de terceiros para entender melhor o mercado. E a maior prova que não é só discurso, em menos de dois anos na operação de louças, já iniciamos a construção da nossa fábrica”, diz o executivo.

A nova fábrica no Ceará, prevista para ser concluída no final de 2013, será a 12º da companhia no país, e a previsão é criação de 320 novos empregos.

‘Tem muito espaço para crescer aqui’
A Eternit também afirma que não está nos planos da companhia neste momento a abertura de fábricas em outros países, a exemplo do que tem sido feito por diversas indústrias em razão do custo da mão de obra.

Segundo o executivo, mesmo pagando um custo mais alto, a produção local garanta a “perenidade do negócio”, sobretudo quando o foco é o abastecimento do mercado interno. “O Brasil, apesar da falta de infraestrutura, do alto custo, ainda é um país de grandes oportunidades, o mercado interno é pujante. Não vamos ainda fazer movimentos internacionais enquanto nós não esgotarmos todas as possibilidades de crescer aqui e acreditamos que tem muito espaço para crescer aqui”, diz. “Mas nós também esperamos, como toda a indústria espera, que essa questão do avanço da importação não seja algo duradouro porque isso pode matar a indústria brasileira”, ressalva.

Na avaliação da Eternit, o maior estímulo que o governo poderia dar ao setor seria aumentar a oferta de crédito e linhas de financiamento para construções e reformas. “Quando se tem geração de emprego, distribuição de renda e crédito, a construção civil pega outro ritmo”, diz. “O financiamento no Brasil ainda é muito baixo, o que faz com que a construção civil ainda tire muito do salário da população”.

A Abramat estima que as reformas e ampliações, o chamado “consumo formiguinha”, feito diretamente pelas famílias, e portanto sem associação direta a grandes investimentos ou crédito, já responda atualmente por 55% do total das vendas do setor.

A cadeia produtiva da construção responde por  8,3% do PIB brasileiro, empregando mais de 11 milhões de pessoas. Segundo a Abramat, o setor de materiais de construção representa 15,5% dessa cadeia, empregando cerca de 700 mil trabalhadores em suas indústrias de materiais de base e de acabamento.

Marmore sintético como nova aposta
A próxima aposta da Eternit é o mármore sintético. Os primeiros produtos estão sendo desenvolvidos numa fábrica de Goiás e o plano inicial prevê lançar a nova linha de cubas, pias e tanques em 2013. O produto já existe no mercado e está hoje associado à moradia popular. A idéia da empresa é adicionar valor e marca ao produto.

“A filosofia da Eternit é oferecer do standard ao premium em todos os segmento”, diz Martins. “O mármore sintético é o produto das construções econômicas, mas ele pode ganhar status e ir para o campo do design porque dá para fazer coisas coloridas e maravilhosas com o produto”, opina.

Para presidente da companhia, entretanto, mais do que a diversificação ou a ampliação do portifólio, o maior diferencial da Eternit ainda está na logística de distribuição para mais de 15 mil pontos de venda. “Entregamos em qualquer estado, para qualquer cliente num tempo médio 72h. Temos estoque em todas as fábricas, então quando um cliente coloca um pedido de telhas e pede só dois vasos sanitários, a Eternit também entrega”.


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28/03/2012

Você que vai à FEICON, não pode deixar de visitar nossa casa também!

A Eternit preparou uma programação especial para você que vai à FEICON. Nossa casa estará aberta esperando por você, com a mais diversificada linha de produtos para construção, incluindo telhas, caixas d’água, soluções em sistemas construtivos, louças sanitárias e agora, também, metais sanitários. Não deixe de nos visitar.

Sua presença é fundamental!

Showroom Eternit
Av. Rebouças, 2175  - Jd. Paulistano – São Paulo
Programação especial: Dias 28 e 29 de março.
Evento20Eterni20Showroom20Feicon


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07/11/2011

Amianto Crisotila: Mitos e Verdades – Parte XIX

Mais uma série que trata o assunto amianto de forma bastante transparente. Uma guerra comercial disfarçada em luta pela saúde é o que está por trás da campanha pelo banimento do amianto crisotila. Não negamos que a fibra tenha causado doenças principalmente no começo da atividade no Brasil. Mas a segurança e evolução no processo produtivo torna esse discurso obsoleto. Não temos nenhum caso de doença ligada ao amianto entre os trabalhadores admitidos após a década de 1980.

Procure entender e pesquise sobre o assunto, só assim você vai chegar a conclusão do que é o melhor para você, sua família e para o Brasil.

Saiba mais…

  • Existe algum cuidado especial na manutenção das telhas de amianto?

Não existe nenhum cuidado especial na limpeza e manutenção do telhado de amianto. Os cuidados são os mesmos para todos: seguir o manual técnico e instruções. Para manutenção releia o post abaixo. Lá damos todas as dicas para uma limpeza segura.

http://blogdaeternit.com.br/construcao-civil/saiba-como-realizar-a-limpeza-do-seu-telhado/

•       Qual a vida útil do amianto?

O amianto é um mineral cristalizado na rocha-mãe. Em seu estado natural pode durar séculos, até eras, acredita-se que tenha surgido na Pré-história. Suas características físicas de extrema resistência e o fato de não ser combustível tornam a fibra uma opção inigualável para a produção de diversos produtos.  Uma vez inserido nos diversos processos produtivos, influencia a vida útil dos mesmos, mas o desgaste é impossível de ser medido com precisão. Uma telha feita com amianto, por exemplo, pode durar cerca de 70 anos, visto que temos casos que comprovam tamanha durabilidade. Mas fatores externos também podem influenciar seu tempo de vida.


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